CNMP abre processo disciplinar contra promotor suspeito de usar decisões judiciais falsas geradas por inteligência artificial

Promotor do Ceará teria utilizado jurisprudências inexistentes e precedentes sem relação com os processos em ações contra contratos de prefeituras com escritório de advocacia

13/10/2026 às 09h21 Atualizada em 13/10/2026 às 16h04
Por: Redação Fonte: Redação
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CNMP abre processo disciplinar contra promotor suspeito de usar decisões judiciais falsas geradas por inteligência artificial

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), pelo placar de 12 votos a 0, determinou a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o promotor de Justiça Bruno Vasconcelos de Oliveira, do Ceará. A investigação aponta que ele teria agido com negligência e de forma imprudente ao utilizar ferramentas de inteligência artificial na elaboração de ações judiciais. 

O QUE ACONTECEU? 

Ao entrar com Ações Civis Públicas para tentar anular contratos dos municípios cearenses de Assaré e Tarrafas com um escritório de advocacia, o promotor incluiu decisões judiciais inexistentes e citou precedentes dos Tribunais Superiores que tratavam de temas totalmente diferentes. Segundo a decisão, a inteligência artificial "gerou" dados falsos e as peças foram assinadas sem a checagem necessária. 

A DEFESA E O PROCESSO 

O promotor alegou ter cometido apenas "erros materiais" provocados pelo sistema de pesquisa e solicitou o arquivamento do caso. Contudo, o CNMP rejeitou a justificativa e considerou haver indícios de descumprimento dos deveres de "zelo, presteza e transparência" no exercício do cargo público. 
Ao analisar o caso, o Plenário do CNMP decidiu, por 12 votos favoráveis e nenhum contrário, pela abertura do Processo Administrativo Disciplinar, permitindo a apuração formal dos fatos e das eventuais responsabilidades funcionais.

A decisão pode ser conferida clicando no link: https://www.cnmp.mp.br/portal/sessoes-do-plenario-separador/sessoes-do-plenario/sessaopauta/41192?sessao=2412

Fonte: Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Veja a decisão

Certidão 

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